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Fome na ÁFRICA: entenda as causas e consequências para a população



O problema da fome na África é algo mundialmente conhecido, mas até hoje não há sinais de melhorias na região. Pelo contrário, o número de pessoas afetadas segue crescendo e perpetua o ciclo de pobreza e instabilidade social. Diante disso, você, certamente, se sente angustiado enquanto questiona se um dia o cenário pode mudar, não é mesmo?

Saiba que para responder essa pergunta é preciso entender os fatores econômicos, sociais e culturais que influenciam a realidade do continente, ainda mais diante de uma pandemia global. Com base em informações detalhadas, fica simples pontuar quais são as consequências para a população e encontrar diferentes formas de ajudá-los.

Quer saber mais? Vamos mostrar os principais fatores que causam a fome na África e como a população vulnerável reage. Acompanhe:

Entenda a realidade da fome na África

Em 2017, conforme artigo publicado pela Agência Brasil, após a reunião de abertura do Conselho da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a agência da ONU afirmou que cerca de 20 milhões poderiam morrer de fome na África se nada fosse feito.

Agora, alguns anos após esse encontro, nada melhorou. Pelo contrário, o cenário da fome cresce a cada dia e ficou ainda mais grave por conta do novo coronavírus. Mas antes de citar os impactos da pandemia no continente africano, veja alguns dados de 2019 com base na publicação da FAO:

  • cerca de 257 milhões de pessoas vivem em situação de fome na África;

  • o número de desnutridos chega a 34,5 milhões;

  • 59 milhões de crianças com até cinco anos de idade estão com baixa estatura para a idade;

  • cerca de 13,8 milhões das crianças estão com o peso menor do que o indicado para a altura;

  • aproximadamente, 110 milhões de mulheres em idade reprodutiva estão com anemia. Isso impacta diretamente na gravidez, já que o leite materno se torna fraco para alimentar os bebês.

Condições desfavoráveis

Diante de números tão alarmantes, é difícil ignorar que crianças, adolescentes, jovens e suas famílias vivem em condições precárias. Infelizmente, esse cenário já cerca a região há anos e, inclusive, é um dos motivos que torna o problema mais complexo de ser resolvido. Veja, a seguir, questões que influenciam diretamente na situação dos países africanos:

  • péssimas condições climáticas: fatores como a redução das chuvas e as secas geradas pelas altas temperaturas são os principais responsáveis pelos efeitos negativos na produção de alimentos;

  • produção escassa: com territórios dedicados ao trabalho de monocultura, toda produção agrícola é para exportação. Consequentemente, aumenta a escassez de alimentos internamente e limita o consumo da população;

  • crescimento populacional: com a maior taxa de natalidade do mundo, em torno de 5,2 por mulher, a população africana chega a 1,2 bilhões de pessoas. Assim, quanto mais pessoas, maior a dificuldade de acesso aos alimentos que já são escassos.

Alerta durante a pandemia do COVID-19

A soma de tudo isso dentro do atual contexto de pandemia acende um alerta na África e no mundo. Afinal, a população pode sofrer o dobro com os perigos causados pelo COVID-19 por conta das dificuldades em criar barreiras sanitárias em muitos locais em que a presença de água potável é completamente escassa.

Ainda que as medidas de isolamento tenham sido aplicadas de maneira rígida, os moradores de aldeias afastadas dos grandes centros não conseguem sair para procurar trabalho e acabam suscetíveis aos quadros mais severos de fome e outras necessidades básicas.

Dessa maneira, a desnutrição se torna um fator de risco por fazer com que o organismo não tenha forças para reagir contra os efeitos do vírus. Além disso, a infraestrutura de saúde local já precisa lidar frequentemente com outras epidemias, como Malária, Sarampo e Cólera, e funciona de maneira precária.

Conheça os agravantes em Moçambique

Esses impactos podem ser piores para Moçambique que ocupa a 102ª posição no índice geral de fome. De toda a região africana, o país concentra os maiores ciclos de pobreza com cerca de 6,9 milhões de pessoas em situação de miséria.

Como se tudo isso não bastasse, a região ainda sofre os efeitos do ciclone Idai que destruiu o centro, agravou a seca e afetou diretamente a produção agrícola. Agora, a alimentação da maioria das famílias é composta por raízes e frutos silvestres que nem sempre estão disponíveis. Por isso, muitas vezes, as crianças dormem sem refeição e elevam os índices de desnutrição.

Os dados da fome na África mostram a urgência do envolvimento de cada um nessa causa. São mais de 250 milhões de pessoas em situação de pobreza e fome, sem falar dos números de desnutrição e impactos na saúde. A estimativa desse quadro pode ficar ainda pior devido às condições climáticas e as epidemias recorrentes em regiões como Moçambique que são mais vulneráveis.

Mas nós acreditamos que existe esperança. É possível contribuir para mudar a realidade de fome na África e promover uma melhor qualidade de vida para essas famílias. Quer saber mais? Leia o artigo que mostra o que a AJUDEMU está fazendo no combate à pandemia.

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Redator:‌ Lívia Santos

Revisão e Planejamento ‌de‌ ‌Pauta:‌ ‌Epic Content

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